VISITAS

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Papo Meta-Extra-Físico

Diálogo sobre Homossexualidade (*1)
Benjamin Teixeira
em diálogo com o espírito Eugênia.

(Benjamin) - Eugênia, uma revista de circulação nacional publicou, nesta semana, reportagem sobre os homossexuais e seus grandes dramas e dificuldades em assumir e viver, socialmente, sua estrutura de orientação psicossexual. Você teria algo a dizer sobre o assunto?

(Eugênia) - Sim, que o futuro da humanidade reserva total cidadania para o segmento homossexual das sociedades; que o preconceito, a discriminação e toda forma de marginalização hoje praticadas constituem signos de primitivismo e inconsciência que serão completamente debelados num breve porvir.

(Benjamin) - O que você quer dizer por breve?

(Eugênia) - 100 ou 200 anos. Dentro de dois séculos, os homossexuais estarão sofrendo discriminação semelhante à que padecem hoje as mulheres: branda, dissimulada, mas suportável.

(Benjamin) - Essa previsão parecerá horrível para muita gente.

(Eugênia) - Sim, eu sei. Mas se trata de um fato. Não pensemos que resistências culturais arquimilenares cederão tão facilmente. Lembremos que há redutos de anacronismo cultural, como o Oriente Médio, onde as conquistas hoje consideradas pobres pela comunidade gay, em países em desenvolvimento, como o Brasil, levarão muitas décadas para por lá se estabelecerem.

(Benjamin) - Há ainda aqueles que julgam que o Plano Superior nunca poderia se posicionar a favor da prática homossexual ou do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O que você diria sobre isso?


(Eugênia) - Que elas, em se considerando espíritas, deveriam estudar e se atualizar um pouco mais. Espiritismo é, primeiramente, ciência, como estipulado pelo próprio codificador. Allan Kardec chegou mesmo a asseverar que se algum postulado da “doutrina”, como ele chamava o fabuloso sistema espírita de pensamento, entrasse em contradição com as descobertas apresentadas pela Ciência, deveria ser o mesmo abandonado sumariamente e incorporado o novo conhecimento científico então contraditado. Toda a comunidade psiquiátrica e psicológica é unânime em afirmar, atualmente, que a homossexualidade não constitui doença, assim como, muito menos, não representa uma disfunção de caráter. Até mesmo a Organização Mundial de Saúde já reconhece tal fato. Um espírita que se coloque contra a prática homossexual, portanto, deveria ser tratado, no seio de sua comunidade, com a mesma severidade com que psicólogos brasileiros o são, quando intentam “tratar” (entenda-se “curar”) um homossexual: têm cassada a sua autorização para clinicar, pelo Conselho Federal de Psicologia.

(Benjamin) - Outros religiosos, todavia, ainda mais severamente combatem as práticas homossexuais, baseando-se em trechos da Bíblia, sobremaneira nas palavras paulinas, para endossar suas assertivas. Que diria a essas pessoas?


(Eugênia) - Apontem onde Jesus, em algum ponto de seu Evangelho, tenha Se colocado contra a prática homossexual. Cristo nunca se mostrou muito afeito às convenções sociais e sempre deblaterava contra a hipocrisia do farisaísmo judaico. Quanto a Paulo, já que se cita a passagem de sua condenação a homossexuais, poder-se-ia, outrossim, seguir sua recomendação de que as mulheres fizessem silêncio nas Igrejas, para qualquer prática de ensino do Evangelho, e que também se mantivessem obedientes aos homens, já que estavam em segunda ordem de importância, na criação divina, em relação a seus parceiros masculinos (Vide I Timóteo, 2: 11-13; e I Coríntios, 11: 7-9). Apesar do absurdo que soa nos dias hodiernos, tal preceituação era compreensível para o tempo primitivo em que o “Apóstolo dos Gentios” pregou o Evangelho. O que não se entenderia é que semelhante idéia fosse hoje adotada nas igrejas, e, de fato, o maior número das instituições religiosas se posiciona em concordância com o que dizemos (embora mesmo a Igreja Católica tenha grandes restrições ao sexo feminino, ainda nos dias atuais). Igualmente se deve pensar em relação à concepção paulina sobre homossexualidade. Jesus acercava-se de “santas mulheres”, na própria linguagem evangélica, e dava claros sinais de as ter como melhores seguidoras de suas idéias que os homens daquele tempo atávico (parece que essa diferença entre os sexos, para as questões da espiritualidade, ainda não mudou muito), as únicas que não O abandonaram na hora do suplício da crucifixão, exceção feita a João, tão doce menino, que, ao falar com Jesus na “Santa Ceia” (*2), deita a cabeça no peito do Mestre. Ao reverso, entretanto, de discriminá-lo por sua candidez, Jesus o tinha como o Apóstolo “mais amado”, como reza o texto bíblico.

(Benjamin) - Eugênia, você quer me criar problemas. Essa insinuação quanto à sexualidade de João vai me gerar mais dificuldades do que já tenho enfrentado com as teses polêmicas que defendo a seu pedido e de sua plêiade de amigos espirituais.

(Eugênia) - João, garanto-lhe, não se incomoda. Antes, fica feliz, por seu exemplo santo servir para libertar uma parte gigantesca da humanidade, mais de 600 milhões de almas, que vivem à margem da sociedade, sofrendo torturas psicológicas incalculáveis para a maioria heterossexual (aproximadamente 90% das populações) (*3). Quanto a você, não me preocupo. Sabe que não estamos nos comunicando com a Terra para agradar a grupos isolados, mas sim para educar a todos, para o porvir grandioso de uma humanidade justa e esclarecida, em que não haja espaço para marginalizações e ataques aos direitos das minorias. O simples fato de se criar estupor com a idéia de uma alma consagradamente santa ter sido homossexual revela, claramente, a dimensão do preconceito que pervaga as mentes e sociedades humanas em torno do assunto.

(Benjamin) - Você é terrível comigo, Eugênia!

(Eugênia) - Creio que nem caiba brincadeira em tema tão sério! Nós, da Dimensão Extrafísica de Vida, temos acompanhado o drama inenarrável de homossexuais desesperados, principalmente na adolescência, cometendo ou tentando suicídio (*4), enlouquecendo de dor, vergonha, humilhação e tristeza, envolvendo-se com drogas e até com o crime, por não encontrarem espaço no seio das sociedades. Um desperdício humano inaquilatável, no correr de século sobre século, de pelo menos um décimo de todas as comunidades terrícolas. Dá para dimensionar o que seja isso? A tortura psicológica sistemática e sem tréguas, o alijamento social de massas ciclópicas de pessoas, condenadas a viverem em guetos ou na reclusão de seu silêncio e solidão, porque certos pressupostos sociais não foram atendidos?... Afirmo, veementemente, para todos os religiosos que supõem estar cumprindo um papel de disciplinamento das multidões, com suas pregações retrógradas e inconscientes: a Espiritualidade Superior e os Anjos no Céu, se assim podemos dizer, acima de nós, abominam sua conduta homofóbica e lhes alerta que toda dor que tiverem impingido a gente já tão sofrida, com os próprios conflitos, retornará em sua direção, como pesado débito cármico.

Impossível contar o número de vezes que nós, os Guias Espirituais da humanidade, temos que acorrer, pressurosos, para secar as lágrimas de milhões de homossexuais, todas as noites, no silêncio de seus quartos, aturdidos de culpa, revolta e desespero, apenas por serem o que são. Impraticável contar o número daqueles que, por não encontrarem espaço nas sociedades para a manifestação e vivência equilibrada e civilizada de sua forma de sexualidade, resvalam para a promiscuidade compulsiva, de um lado, ou para o casamento heterossexual forçado, de outro, ambas atitudes desesperadas e equivocadas, que geram, em cadeia, sofrimento para inúmeras outras pessoas. Melhor fossem tratados como deficientes físicos ou mentais, em vez de se lhes negar o mínimo respeito e consideração como seres humanos, debochando-se de seus sofrimentos mais profundos e enlouquecedores. Temos perdido a conta do número de vezes que precisamos tomar providências extraordinárias para deter o impulso suicida e todas as práticas e surtos de total revolta infindáveis de nossos queridos pupilos encarnados, que arrebentam de dor, todos os dias, tão massacrados em sua auto-estima que se sentem, tratados como párias sociais, como sub-raça oculta e estigmatizada, em meio a uma elite insensível, em sua maioria, de heterossexuais... Ai daqueles que derramam óleo fervente em feridas já abertas e tão doídas, há tanto tempo!... Ai daqueles, porque não gozarão de misericórdia, da mesma forma que a negam medonhamente aos seus irmãos mais carentes de afeto, os degredados sociais de hoje, que estagiam na homossexualidade... Ai daqueles, porque nós nos afastamos de seus caminhos, para os deixar entregues à fúria assassina das forças do mal, os agentes da destruição e da decadência, que cercam os passos dos desavisados, para em suas vidas se intrometerem e as arruinarem.

(Benjamin) - Mais algo a dizer sobre o assunto, Eugênia?

(Eugênia) - Pediria que cada um ponha a mão na consciência e se lembre de que, da próxima vez que soltar um comentário de mau gosto, a título de brincadeira, sobre gays e lésbicas, pode estar fazendo sofrer quem esteja ao seu lado, alguém quiçá muito querido... e sofrido, talvez no limite de suas forças, sorrindo por fora, mas chorando por dentro... quem sabe o amigo que lhe faz companhia, um irmão, uma mãe, um pai, um filho, ou mesmo sua própria sombra psicológica, mal-assumida, que luta para se libertar do fundo de seu inconsciente, e não consegue, atormentada pelo demônio do próprio preconceito!...

E a vocês, meus queridos filhos homossexuais, minha bênção e minha paz, em nome das Forças Angélicas que represento, exortando-os a amarem ainda mais forte e firmemente, do modo como seu coração lhes pede, na certeza de que aqueles que amam até o fim serão salvos, e de que o amor que demonstrarem por si mesmos, o respeito pelo que são, como Deus os fez ou permitiu estarem, na presente encarnação, não importando por qual motivo, é a pedra filosofal do amor ‘latu senso’, sobre o qual se pode erigir, com equilíbrio e saúde psicológica, todas as demais formas de amor, da amizade sincera ao sacrifício espetacular dos santos.


Vocês, hoje, queridos amigos atormentados, por tanto ataque e incompreensão gratuitos, constituem um dos principais grupos de mártires da era moderna. Houve um tempo em que os profetas (e apóstolos), os cristãos e as mulheres foram oprimidos por séculos de séculos. Agora, espíritas, médiuns e gays o são, por motivos diferentes. Que mantenham seu cântico de amor, como os mártires nos circos romanos, impertérritos ante as feras famintas que lhes rasgavam as carnes do corpo. Que vocês também, de sua parte, mantenham bem alto seu hino de liberdade e amor, arrostando, corajosamente, as feras do preconceito e do anacronismo, enquanto as carnes de sua alma são rasgadas pela maldade e malícia humanas, e estejam certos de que, de Altiplanos Espirituais inabordáveis ao senso comum, coros de Anjos os acompanham, sustentando-lhes as forças e o moral, até a definitiva vitória do bem, da justiça, da verdade e do amor... quando uma era nova surgirá na Terra, e ninguém mais será perseguido por ser negro, mulher, gay ou seguir uma religião minoritária, mas, antes, haverá espaço para todos, sem fronteiras, num mundo tão grande e acolhedor como o coração de todas as mães, Mãe que Deus é... útero Seu que constitui todo o universo... onde só deve haver amor, união e paz...

(Diálogo mediúnico travado em 22 de junho de 2003. Revisão de Delano Mothé.)


Notas do Médium:

(*1) Tão bela e emocionante, quão ardente e escatológica, creio tenha ficado a fala de Eugênia neste diálogo aqui exarado, que me parece o mais bem acabado manifesto em defesa de homossexuais que já tive oportunidade de conhecer, e bem poderia figurar como um panegírico universal de apoio a uma das comunidades humanas mais extensas e sofridas da Terra, secular e universalmente oprimida, até os dias de hoje.

Como uma mãe amorosa que, vendo um filho fragilizado de dor ser injustamente atacado, torna-se corajosa e forte, na defesa do rebento vulnerável, Eugênia surpreende nas respostas a algumas das perguntas que fiz sobre o tema melindroso. Com um olhar profundo e angustiado, como a lembrar de mil queridos protegidos seus, e uma voz pausada quanto pesadamente profética, justamente nos pontos mais dramáticos de sua fala, a doce Mentora do Além mostrou, do alto de sua sabedoria e completude, ser o indivíduo integral que sabe imprimir energia e rigor nos momentos certos e necessários, fazendo a justa defesa dos desprotegidos. Mãe tão amorosa como poderosa, mostrando-se implacável com os preconceituosos hipócritas que atacam os já sofridos homossexuais, Eugênia postou-se à frente destes, contra seus agressores desassisados, aninhando-os sob suas asas de anjo, espada em riste da verve mística e viva, qual uma grande guerreira mitológica e mirífica, descida das Alturas, enviada diretamente por Deus, em defesa dos desvalidos... Ai daqueles que se atrevam a desafiar as Mães do Céu... o Poder de Deus segue com Elas...

Vejo os irmãos homossexuais com lágrimas nos olhos ao nos ler. Podem verter, amigos, suas lágrimas de alívio e conforto: vocês não estão sós – os Anjos no Céu velam por todos, mas, de modo muito particular, pelos mais oprimidos(!), principalmente os que sofrem opressão por amar e não poderem expressar seu amor!... o amor, como disse tão brilhantemente o dramaturgo britânico Oscar Wilde, de que não ousam dizer o nome... Amor que, não importando qual seja, é Deus em expressão e movimento, como asseveraram todos os mestres e luminares espirituais da humanidade, de todos os tempos e culturas, incluindo Nosso Próprio Senhor Jesus!...

(*2) Que antecedeu a “Sexta-feira da Paixão”.

(*3) Estatísticas das mais conservadoras, como a resultante do famigerado Relatório Kinsey, de 1948, apontam para este percentual da população humana com natureza gay: 10%. Como a demografia mundial indica, atualmente, 6 bilhões de habitantes em nosso globo, a estimativa de 600 milhões de homossexuais, feita por Eugênia, é não só acertada, como modesta.

(*4) Estudo recente revelou que 1/3 dos homossexuais tenta suicídio na adolescência. Eu não disse "pensa" em suicídio; afirmei: TENTA suicídio, o que dá uma idéia do desespero dos gays, em não se vendo com condições de cidadania e dignidade, no seio das comunidades, atassalhados pelos próprios familiares mais queridos, normalmente desde o nascimento.

Fim.

Homofobia na Escola



Escola: um lugar de todos.

Todos quem?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Vortar, voltar, votar


No proximo dia 31 iremos novamente a urna, com a satisfaçao de exercermos nosso 'direito', o mais interessante, no entanto, e que o dia e emblematico, 31 de outubro, o Dia das Bruxas... pagao, anticristao, uma afronta, qualquer que seja o adjetivo, teremos que nos contentar com ttravessuras ou gostosuras, ou mesmo usuras futuras.

Nao me manifesto em relaçao a nenhum candidato, ate porque de candito eles nada tem, mas creio que uma reflexao pessoal, repito, pessoal, seja de grande valia. Uma amiga disse que pretende se asilar num pais qualquer da America Latina, dependendo do que houver, creio na verdade ela ja tem que providenciar o passaporte, pois o futuro é duvidoso, danoso, doloso, e quiça, indecoroso...

Penso na possibilidade de construir uma ilha particular amarrando milhares de guarrafas PEt, é uma proposta nada ortodoxa, eu sei, mas em matéria de ortodoxia nossos parlamentares e representantes se esforçam para tudo se verter num fantástico dadaísmo...

é serraduras ou dilmaduras, e feliz dias das bruxas...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Bela música





Sugestão de Mu, que acato com prazer.....
Renata Rosa.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O amor é Patológico

Constantemente recebo mensagens com imagens e dizeres que deveriam servir para uma reflexão, um embelezamento da vida, etc e tal, contudo, me sinto mais irritado do que agraciado. Poderi simplesmente não abrir, mas alguns escrevem que é interessante, etc, lógico, uma cilada. minha irritação se deve ao fato da crença alheia de que o amor é um sentimento universal e regojizante, belo e supremo, mas me vem à mente as desgraças, os infortúnios promovidos pela raça que acredita no dom do amor.
Não me nego a dizer a inexistência de um sentimento inventado pela humanidade, porém, embasado nele pessoas morrem, pelo amor à conquista, pessoas são violentadas, pelo amor ao time, ou amor à causa de seu gênero, exclui-se por amor à religião, quando o 'irmão' não congrega nada de seu dogma, e por ai vai.
Até onde vai este caráter amoroso humano? A mim parece mais uma patologia mediada mais pela imbecilidade subjetiva do que uma objetividade natural (alguns creem que o amor é natural, só não sabem explicar a diferença entre instinto e amor).
O que fazer? Ignorar essas mensagens que percorreram o planeta 7 vezes, ou nada amar?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Parada Gay em Mandaguari


Não sei bem como começou o boato, se é apenas um boato, mas a questão é que ouço, de alunos, professores, outras pessoas, etc, que acontecerá a Primeira Parada Gay de Mandaguari. Os boatos, quem ninguém indica exatamente de onde vem, afirmam até uma data precisa, 11 de outubro, sem nenhuma movimentação de grupos sociais, ou ativistas da causa.
O que esse boato conseguiu foi provocar: pânico, furor, náusea, ansiedade, entre outros sentimentos, mesmo o de ira, como um aluno me disse: “Se tiver mesmo eu compro uma caixa de rojão para estourar nas pessoas. Dou o rabo se não fizer isso.” Eu disse a ele que seria um prazer dar o que ele pede, lógico. A questão é: como uma simples quimera de possibilidade causa um reboliço numa cidade de menos de 40 mil habitantes, sem estrutura de hotéis, policiamento, comércio, entre outros, vide os jogos universitários, será que a cidade estava preparada efetivamente?
Não sei ao certo, mas que a perspectiva de que as pessoas estão a falar do assunto já gera um campo para a discussão, de visibilidade, ainda que tenho consciência de que será pintado um quadro ruim do movimento gay pelas pessoas muito bem ‘esclarecidas e compreensivas’ de nuestra ciudad, contudo, a vivência cá no Trópico de Capricórnio entre pessoas diversas é possível, é observável, ainda que ignorada. Atitudes como a do aluno fogueteiro só reforçam o repúdio de situações que, muitas das vezes, se perpassam, por exemplo, dentro da própria esfera familiar.
As pessoas, como o referido aluno, ignoram que dezenas de direitos civis sejam negados aos gays. Muito se fala da igualdade, um Brasil de tod@s, etc, mas na prática tudo se transfigura, se esvanece em cinzas. Vejam 78 destes direitos civis negados, e depois me escreva se uma parada é por pura 'purpurinície', ou se é pela visibilidade da luta e de direitos:
01. Não podem se casar.

02. Não têm reconhecida a união estável.

03. Não adotam sobrenome do parceiro.

04. Não podem somar renda para aprovar financiamentos.

05. Não somam renda para alugar imóvel.

06. Não inscrevem parceiro como dependente de servidor público.

07. Não podem incluir parceiros como dependentes no plano de saúde.

08. Não participam de programas do Estado vinculados à família.

09. Não inscrevem parceiros como dependentes da previdência.

10. Não podem acompanhar o parceiro servidor público transferido.

11. Não têm a impenhorabilidade do imóvel em que o casal reside.

12. Não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação.

13. Não têm garantia à metade dos bens em caso de separação.

14. Não podem assumir a guarda do filho do cônjuge.

15. Não adotam filhos em conjunto.

16. Não podem adotar o filho da parceira.

17. Não têm licença-maternidade para nascimento de filho da parceira.

18. Não têm licença maternidade ou paternidade se o parceiro adota um filho.

19. Não recebem abono-família.

20. Não têm licença-luto, para faltar ao trabalho na morte do parceiro.

21. Não recebem auxílio-funeral.

22. Não podem ser inventariantes do parceiro falecido.

23. Não têm direito à herança.

24. Não têm garantida a permanência no lar quando o parceiro morre.

25. Não têm usufruto dos bens do parceiro.

26. Não podem alegar dano moral se o parceiro for vítima de um crime.

27. Não têm direito à visita íntima na prisão.

28. Não acompanham a parceira no parto.

29. Não podem autorizar cirurgia de risco.

30. Não podem ser curadores do parceiro declarado judicialmente incapaz.

31. Não podem declarar o parceiro como dependente do Imposto de Renda (IR).

32. Não fazem declaração conjunta do IR.

33. Não abatem do IR gastos médicos e educacionais do parceiro.

34. Não podem deduzir no IR o imposto pago em nome do parceiro.

35. Não dividem no IR os rendimentos recebidos em comum pelos parceiros.

36. Não são reconhecidos como entidade familiar, mas sim como sócios.

37. Não têm suas ações legais julgadas pelas varas de família.

38. Não têm direito real de habitação, decorrente da união (art.1831 CC).

39. Não têm direito de converter união estável em casamento.

40. Não têm direito a exercer a administração da família quando do desaparecimento do companheiro (art.1570 CC).

41. Não têm direito à indispensabilidade do consentimento quando da alienação ou gravar de ônus reais bens imóveis ou alienar direitos reais (art.235 CC).

42. Não têm direito a formal dissolução da sociedade conjugal, resguardada pela lei.

43. Não têm direito a exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos na hipótese do companheiro falecido (art.12, Par. Único, CC).

44. Não têm direito a proibir a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem do companheiro falecido ou ausente (art.20 CC).

45. Não têm direito a posse do bem do companheiro ausente (art.30, par. 2º CC).

46. Não têm direito a deixar de correr prazo de prescrição durante a união (art,197, I, CC).

47. Não têm direito a anular a doação do companheiro adúltero a seu cúmplice (art.550, CC).

48. Não têm direito a revogar a doação, por ingratidão, quando o companheiro for o ofendido (art.558, CC).

49. Não têm direito a proteção legal que determina que o companheiro deve declarar interessa na preservação de sua vida, na hipótese de seguro de vida (art.790, parág. Único).

50. Não têm direito a figurar como beneficiário do prêmio do seguro na falta de indicação de beneficiário (art.792, CC).

51. Não têm direito de incluir o companheiro nas necessidades de sua família para exercício do direito de uso da coisa e perceber os seus frutos (art.1412, par. 2º, CC).

52. Não têm direito de remir o imóvel hipotecado, oferecendo o valor da avaliação, até a assinatura do auto de arrematação ou até que seja publicada a sentença de adjudicação (art.1482 CC).

53. Não têm direito a ser considerado aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade (art.1595 CC).

54. Não têm direito a demandar a rescisão dos contratos de fiança e doação, ou a invalidação do aval, realizados pelo outro (art.1641, IV CC).

55. Não têm direito a reivindicar os bens comuns, móveis ou imóveis, doados ou transferidos pelo outro companheiro ao amante (art.1641, V CC).

56. Não têm direito a garantia da exigência da autorização do outro, para salvaguardar os bens comuns, nas hipóteses previstas no artigo 1647 do CC.

57. Não têm direito a gerir os bens comuns e os do companheiro, nem alienar bens comuns e/ou alienar imóveis comuns e os móveis e imóveis do companheiro, quando este não puder exercer a administração dos bens que lhe incumbe (art.1651 do CC).

58. Não têm direito, caso esteja na posse dos bens particular do companheiro, a ser responsável como depositário, nem usufrutuário (se o rendimento for comum), tampouco procurador (se tiver mandato expresso ou tácito para os administrar) – (art.1652 CC).
59. Não têm direito a escolher o regime de bens que deseja que regule em sua união.

60. Não têm direito a assistência alimentar (art.1694 CC).

61. Não têm direito a instituir parte de bens, por escritura, como bem de família (art.1711 CC).

62. Não têm direito a promover a interdição do companheiro (art.1768, II CC).

63. Não têm direito a isenção de prestação de contas na qualidade de curadora do companheiro (art,1783 CC).

64. Não têm direito de excluir herdeiro legítimo da sua herança por indignidade, na hipótese de tal herdeiro ter sido autor, co-autor ou partícipe de homicídio doloso, ou tentativa deste contra seu companheiro (art.1814, I CC).

65. Não têm direito de excluir um herdeiro legítimo de sua herança por indignidade, na hipótese de tal herdeiro ter incorrido em crime contra a honra de seu companheiro (art.1814, II CC).

66. Não têm direito a Ordem da Vocação Hereditária na sucessão legítima (art.1829 CC).

67. Não têm direito a concorrer a herança com os pais do companheiro, na falta de descendentes destes (1836 CC).

68. Não têm direito ser deferida a sucessão por inteiro ao companheiro sobrevivente, na falta de descendentes e ascendentes do companheiro falecido (art.1838 CC).

69. Não têm direito a ser considerado herdeiro “necessário” do companheiro (art.1845 CC).

70. Não têm direito a remoção/transferê ncia de servidor público sob justificativa da absoluta prioridade do direito à convivência familiar (art.226 e 227 da CF) com companheiro.

71. Não têm direito a transferência obrigatória de seu companheiro estudante, entre universidades, previstas na Lei 8112/90, no caso, ser servidor público federal civil ou militar estudante ou dependente do servidor.

72. Não têm direito a licença para acompanhar companheiro quando for exercer mandato eletivo ou, sendo militar ou servidor da Administração Direta, de autarquia, de empresa pública, de sociedade de economia mista ou de fundação instituída pelo Poder Público, for mandado servir, ex-officio, em outro ponto do território estadual, nacional ou no exterior.

73. Não têm direito a receber os eventuais direitos de férias e outros benefícios do vínculo empregatício se o companheiro falecer.

74. Não têm direito ao DPVAT (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ou por sua Carga, a Pessoas Transportadas ou Não), no caso de morte do companheiro em acidente com veículos.

75. Não têm direito a licença gala, quando o trabalhador for celebrar sua união, podendo deixar de comparecer ao serviço, pelo prazo três dias (art.473, II da CLT) e se professor, período de nove dias (§ 3º., do art. 320 da CLT) .

76. Não têm direito, de oferecer queixa ou de prosseguir na ação penal, caso o companheiro seja o ofendido e morra ou seja declarado ausente (art.100 § 4º CP).

77. Não têm direito as inúmeras previsões criminais que agravam ou aumentam a pena contra os crimes praticados contra o seu companheiro.

78. Não têm direito a isenção de pena no caso do crime contra o patrimônio praticado pelo companheiro (art.181 CP) e nem na hipótese do auxílio a subtrair-se a ação da autoridade policial (art.348 § 2º CP).

E ai? Igualdade para quem?